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História
de congonhas
O início
do povoamento da cidade de Congonhas ocorreu por
volta do ano de 1700, quando lusitanos que haviam
se instalado na antiga Vila Real de Queluz, atual
Conselheiro Lafaiete, passaram a buscar na região
outras localidades que se demonstrassem prósperas
para a prática da mineração
aurífera. Estes agrupamentos instalaram-se
em volta do rio Maranhão e ao longo do tempo
foram se desenvolvendo. Segundo Xavier da Veiga,
a Freguesia* de Congonhas teria sido criada em 1745,
no entanto, existem contestações quanto
a esse respeito. Outras datas são mencionadas
como no livro de Lotação das Freguesias
do Arquivo Eclesiástico de Mariana. No
registro estão expressas as seguintes informações:
"Foi erigida por ordem de S. Majestade, em
1734, e depois, pelo Ordinário, em curato
e, pelo alvará de 13 de abril de 1745, foi
mandada declarar de natureza coletiva, em lugar
de Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão
do Carmo que, pela sua elevação à
cabeça da Diocese, passou a ser curato amovível
a arbítrio do Prelado". A escolha do
nome Congonhas teve sua inspiração
nas paisagens daquela região mineradora.
Congonhas é o nome de uma abundante planta
existente nas proximidades do arraial, o Congõi,
que em Tupi significa “O que Sustenta, O que
Alimenta”. Com
o rápido desenvolvimento do Distrito devido
às imensas riquezas em ouro encontradas em
seu entorno, Congonhas não chegou nem mesmo
a ser uma Vila passando diretamente para o título
de Município. No ano 1948, ocorreu uma simplificação
da denominação do município
que então se chamava Congonhas do Campo sendo
reduzida para Congonhas, sem uma antecedente consulta
à população. Recentemente,
no dia 31 de agosto de 2003, foi realizado um plebiscito
na cidade para averiguar o desejo dos moradores
para retornar às origens com o nome de Congonhas
do Campo. Mas cerca de 20.500 pessoas dos quase
26 mil eleitores votaram para manter o nome atual
de Congonhas. Pela cidade passariam grandes arquitetos
e artistas consagrados que deixaram marcas expresivas
para toda a posteridade, como o tão conhecido
hoje, Antônio Francisco de Lisboa, o Aleijadinho.
Em Congonhas, o mestre Aleijadinho deixou doze profetas
esculpidos em pedra sabão sendo expostos
no alto da Basílica de Bom Jesus do Matozinhos.
No percurso até a chegada à basílica,
é possível conhecer outra marca de
sua obra, os seis passos esculpidos em madeira.
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